Obrigado pela Visita

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

FESTA DE JANEIRO

Rever a família, os amigos, os velhos cenários, caminhar pelas ruas que parecem reconhecer nossos passos, observar as transformações é algo indescritível para quem retorna a “sua” cidade. 

Tudo é especial, o olhar curioso dos que não lhe conhecem, o sorriso aberto dos que lhe reconhecem, o abraço no meio da rua embaixo de um sol escaldante, a conversa que flui naturalmente como se nunca tivesse sido interrompida, tudo tem um sabor de “este é o meu lugar” e, mesmo sabendo que provavelmente não voltaremos mais a viver ali, aquilo faz parte da gente, da nossa história.

Não há nada melhor do que mergulhar nessa sensação de conforto que é perceber que você, independente de onde esteja, é parte da história de um povo, e, seja qual for a sua idade, sempre será recebida como uma criança que sai para brincar, mas sempre volta para casa para reencontrar os seus.

É assim que me sinto quando volto à Caraúbas. E tudo é mais intenso quando a visita acontece durante os festejos do Santo Padroeiro. Este ano, apesar de toda alegria dos reencontros senti um pequeno desconforto. Revi muitos amigos, ganhei muitos abraços, mas senti falta de muita gente, tantas que é impossível nominar. E não me refiro apenas aos amigos que não tive a oportunidade de abraçar, mas a população em geral.

Onde estavam os meus conterrâneos que não estavam na igreja, nas praças, nos eventos? Para onde foram os caraubenses que não participaram da salva? Das novenas? Das missas? Das festas? Das quermesses? Dos leilões? O que afastou meus irmãos destes lugares? Aquele som altíssimo dos paredões? As músicas tocadas por eles? 

Mas, quem saiu pode encantar-se com a magia da sanfona do mestre Caçula Benevides durante o Barraco do Tadeu, emocionar-se com as sempre brilhantes apresentações da Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio, divertir-se com os bingos, os leilões, etc. 

Fiquei poucos dias na terrinha, mas o suficiente para perceber, com certa tristeza, que a festa, apesar dos esforços dos organizadores, estava “esvaziada”. Estive duas vezes na praça onde aconteceram os shows e não me senti “convidada” a permanecer. Faltava alguma coisa, que podia ser em mim, mas a energia que emanava, de mim ou do lugar, não continha a sensação de pertencimento que sempre sinto em todos os lugares de minha terra. 

Voltei com a estranha sensação que a “festa” não aconteceu por inteiro. Não saberia enumerar os motivos, mas aquela alegria que regava a semente do desejo de voltar no ano seguinte desta vez não transbordou... mas, há sempre um mas, em 2016, estarei lá mais uma vez, nem que seja apenas para ver a banda tocar...

Pessoas que tive a imensa alegria de reencontrar e abraçar Ivna Benevides Marcos Roberto Fernandes Gurgel Conceição Fernandes Virginia Fernandes Veluzia Gurgel Reijania Praxedes Aquino Rêílcia Praxedes de Aquino Vania Solano Vilma Solano Brito Assis Brito Brito Assis Blênio Francileno Gois Jandira Câmara